2011-12-18

Memória prodigiosa patológica do caso S., Salomon Scherschewsky, Alexander Romanovič Lurija, inteligência e criatividade


Salomon Scherschewsky, (ou Scherschewskij?), era un jornalista com uma memória prodigiosa. Não precisava de apontamentos para reproduzir integralmente entrevistas ou memorizar números, datas e outros dados mesmo depois de 15 anos. Mas a sua memória prodigiosa resultou patológica, tinha dificuldade em entender conceitos abstractos ou linguagem figurada e se não podia visualizar algo ficava perplexo. Ficou conhecido como caso S. Foi estudado do psicólogo russo Alexander R. Lurija.
Desistiu da carreira de jornalismo, tornou-se um profissional de espectáculos de memória. Apesar do sucesso não teve grande satisfação como artista e terminou em anónimo taxista a Moscovo até à morte provável em 1958.
O cérebro humano será como um PC que quando está sobrecarregado pode funcionar mais lentamente, mal ou mesmo perder as capacidades elementares?
O tempo e energias mentais para uma memória prodigiosa podem faltar para a inteligência prática quotidiana, criatividade e resolução dos problemas?