2009-06-19

António Guterres em Itália, ACNUR, ONU, justiça sem fronteiras, emigrantes, refugiados e futuro global

O capitalismo mostrou-se muito mais eficiente do comunismo. Mas se esta eficiência produz um crescimento económico exagerado e com grandes desigualdades esgotam-se produtos naturais e a poluição para manter esse crescimento torna a vida insuportável para a maioria. O futuro precisa de pessoas inteligentes e com sentimentos de justiça e ética global como António Guterres para ser melhor governado. Os que nasceram com mais inteligência e em meios que lhe permitiram desenvolver as suas capacidades têm um dever moral de ajudar os que nasceram com menos inteligência e menos possibilidade de a desenvolverem.
António Guterres, (quando era Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados, ACNUR), encontrou-se no centro de polémicas pelo diferente tratamento de refugiados políticos ou que tentam entrar na Europa  por sobrevivência. Foi aplaudido da esquerda anti-Berlusconi por se opor à expulsão dos emigrantes que chegavam via mar em Itália.
Morrem muitos milhares de pessoas de fome, (20.000 por dia, dos quais 8.000 crianças, (segundo informação na TV, La7, "L'infedele", 2006-01-18), biliões de pessoas vivem pior do que os prisioneiros na Europa ou USA, milhões vendem tudo para comprarem às mafias internacionais uma passagem ilegal para Europa, muitos morrem na viagem, muitos sobrevivem da criminalidade na Europa, muitos sobrevivem com trabalho ilegal, poucos se legalizam com um trabalho honesto, alguns regressam de avião aos países de origem, (pagos pelos mais honestos contribuintes), depois de perderem tudo e riscarem a vida por mar. Só em Itália e só num ano entraram 100.000 ilegalmente.
Alguns pensam que o problema se resolvia se António Guterres desse a todos os que tentam entrar na Europa as mesmas regalias dos refugiados políticos. Imaginemos um "Che Guevara" da oposição em qualquer regime corrupto de África que mata uns políticos ou agricultores que não concordam com os seus ideais, (como fez Che Guevara), e é recebido com honras de herói por um governo de esquerda da Europa, (como o governo italiano recebeu a terrorista anti-americana Silvia Baraldini e agora se empenha tanto porque a Cia prendeu um suspeitato de terrorista a Milão). Imaginemos biliões de assassinos na esperança de receberem as mesmas honras na Europa que recebeu a terrorista Silvia Baraldini, Che Guevara ou o suspeitato de terrorista.
Em Itália, grande parte dos prisioneiros são estrangeiros. Custam cerca de €300 por dia. Há 7 violências sexuais por dia, muitas casas são assaltadas, muitos vivem de roubar ou piores formas de criminalidade, entram nas prisões e saem para continuar na mesma, são expulsos de avião e regressam de barco. Um albanês de 20 anos que matou uma italiana para a roubar já tinha sido preso 8 vezes e sempre posto em liberdade. Se um país da Europa se mostrar mais benevolente com a criminalidade e entrada ilegal torna-se um paraíso da criminalidade e um inferno para os outros.
O governo de Prodi que em 2006 venceu as eleições acolheu todos os da extrema comunista mais anti-capitalismo e anti-Berlusconi. Oliviero Diliberto, um dos mais radicais comunistas, quando era ministro da Justiça ficou conhecido como "ministro da terrorista" porque a sua prioridade foi a importação da terrorista anti-americana Silvia Baraldini, Lamentava-se de estar mal numa prisão americana e depois de uns meses numa prisão italiana disse que estava melhor na americana. Este "ministro da terrorista" disse que a civilidade de um povo se mede pelo tratamento dos prisioneiros. Imaginemos que esta mensagem chega aos milhões que morrem de fome. Imaginemos milhões como Ernesto Che Guevara a matar milhares de políticos agricultores e opositores políticos porque consideram a lei islâmica única justa e a sua política única correcta.  Imaginemos descendente do profeta que mandava explodir entre os "cães infiéis" para entrarem num paraíso de 75 virgens "belíssimas" de pernas abertas para os falidos de um mundo em que se os mais ricos podem ter 50 mulheres os pobres ficam sem nenhuma.
Estes problemas globais devem ser enfrentados com uma ONU mais forte e eficiente numa visão global dos problemas. A ONU poderia ser uma forma de governo global com aproveitamentos dos mais inteligentes, eficientes e com o coração de filantrópicos benfeitores humanitários.
Apresento algumas sugestões e convido a comentarem e acrescentarem outras ideias:
1. Uma ONU como um governo mundial, justiça sem fronteiras e poder de intervenção em tudo o que tem consequências internacionais. Imagino uma parte da Internet controlada pelas melhres elites do mundo selecionadas para fazerem perte ou colaborarem com a ONU. Se as pessoas mais honestas, inteligentes e eficientes fizerem parte ou colaborarem com a ONU, podem dar-lhe um prestígio moral internacional com um poder superior ao político, ou que contribui ao poder político. Só uma organização internacional como a ONU pode oferecer melhores garantias de melhor justiça global para o comércio, economia e política. Imagino os correios de todo o mundo a funcionar com um representante da ONU a velar contra os ladrões, contra as vigarices, por um comercio internacional com garantias. Deste comércio internacional resultavam vantagens dos consumidores dos países mais ricos, (USA, Europa, Japão, ...), com maior variedade de produtos a preços concorrenciais, vantagens para os mais pobres que poderiam vender os seus produtos e comprar outros dos ricos que muitas vezes vão para o lixo e aumentar a poluição. Imagino impostos, seguros, doações e formas de obter mais dinheiro para a ONU investir a dar trabalho a desempregados, promover investigação, informação, instrução e alimento dos mais pobres. Imaginemos que a ONU recebia de 1% a 10% para pequenas transacções de privados mais pobres e mesmo 50% das transacções com grande benefícios para os mais ricos. Imaginemos que em cada posto de correios existia um metro quadrado para um representante da ONU ligado à Internet que oferecia por um justo preço serviços aos que não têm nem sabem usar as novas tecnologias, informações e serviços comerciais, oficiais, judiciais e de vigilância contra os roubos nos correios. Pagamentos, burocracias, envio de encomendas poderiam passar pela ONU para receberem garantia de honestidade e justiça por um justo preço em caso de conflito. Daqui resultava um benefício global para muitos pobres poderem trabalhar junto das famílias sem precisarem de arriscar a vida em aventuras perigosas, ilegais e criminais. A ONU teria meios de promover uma cultura ética global de colaboração internacional em vez de guerras.
2. Facilitar novas formas de adopções internacionais não só de casais mas mesmo individuais, colectivas. Imagino em cada aldeia e em cada bairro um centro de "VAS=Voluntários de Acção Social", para acolher pobres, órfãos, velhos e desempregados. Imagino que famílias indivíduos ou grupos poderiam adoptar em part-time certos órfãos, de acordo com a vontade e possibilidade de cada um. Imagino que muitas pessoas poderiam sentir-se felizes fazendo outros felizes se muitas burocracias internacionais fossem condicionadas ao interesse social. Tudo isto pode ter o inconveniente de ser aproveitado pela criminalidade para outros fins mas os inconvenientes seriam muito inferiores às vantagens se existisse uma ONU com poder dos melhores, dos mais justos e éticos que controlariam e educariam para uma melhor convivência global.
3. Comissões internacionais da ONU deveriam ser criadas em cada momento para estudar e responder de imediato a cada novo problema global. Uma justiça sem fronteiras com poderes de aplicar multas individuais ou nacionais daria à ONU meios de se auto-financiar e contribuir para um mundo melhor. Nos USA um spammer foi condenado a pagar dois milhões de dólares. O spam causa danos astronómicos no mundo. Se a ONU aplicasse multas aos autores de spam , vírus e vigarices na Internet tinha dinheiro para acabar com a fome no mundo, criar comissões de investigação e invenção de soluções para muitos dos problemas do mundo, justiça local e global para se auto-financiar e contribuir para um mundo melhor.
4. Uma cigana deixou uma fortuna incalculável, apartamentos, contas bancárias com 9 zeros. Era considerada a "rainha dos Rom". Ganhou essa fortuna fazendo justiça aos ciganos. Quem cometia injustiças pagava para a vítima e para ela que fazia justiça. Ao contrário da mais imoral, estúpida e injusta justiça tradicional que faz pagar aos mais honestos contribuintes para "pequenos juizes" pequenos em inteligência, honestidade e bom senso de justiça causarem danos astronómicos, para os grandes advogados convencerem os pequenos juizes a libertar os grandes criminosos, para estúpidas burocracias que por vezes fazem mais injustiça do que as injustiças que julgam. Imaginemos que a ONU criava tribunais locais que poderiam funcionar naquele metro quadrado dos correios, com juizes locais eleitos pela população local para resolver questões locais de menor importância e juízes anónimos a julgar com Internet e novas tecnologias para não serem condicionados pelos piores criminosos. Imagino que com um pouco mais de inteligência, honestidade e bom senso de justiça um juiz local pode fazer melhor justiça em 3 minutos do que pequenos magistrados das mais deficientes justiças em 3 ou 30 anos. Com as novas tecnologias e com magistrados mais inteligentes, mais honestos e com mais bom senso de justiça até um analfabeto pode fazer melhor justiça dos mais sábios magistrados condicionados dos ainda mais sábios advogados, mas sem ética, honestidade e bom senso de justiça. Com as novas tecnologias, novos métodos e profissionais da justiça superiores em inteligência, honestidade e bom senso de justiça pode fazer-se melhor em 3 minutos do que a velha sabedoria da velha justiça em 3-30 anos com os seus velhos métodos. Imaginemos que o juiz era pago 2 a 5 vezes o salário médio e quem era culpado pagava 10 a 100 vezes os custos. Suponhamos que em Itália o juiz ganhava €60 por hora e os culpados pagavam €100 a €5.000 por hora que faziam perder à justiça depois de um julgamento em 3 minutos. Esta justiça podia certamente fazer melhor para muitos casos do que faz a velha justiça tradicional, tornar-se uma fonte de rendimento para a ONU, tornar-se um serviço social importante e podia dar lições de justiça à velha injustiça tradicional. Para os casos em que o juiz local se sentisse incompetente ou as partes não aceitassem esse julgamento poderia recorrer-se a outros tribunais superiores da ONU ou aos tribunais tradicionais locais mas os custos deviam ser sempre suportados pelos culpados e não pelos mais honestos contribuintes ou pelas vítimas dos menos honestos, delinquentes e criminosos.

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