2012-07-28

Depressão: Saúde, medicina, alternativas, auto-ajuda, ajuda online e aprendizagem da felicidade


A depressão pode ser um estado passageiro ou uma verdadeira doença. Pode encontrar ajuda em normas de saúde gerais e medicina natural, na medicina tradicional, em medicinas alternativas ou em formas de auto-ajuda divulgadas online. O melhor para as possibilidades de cada um é muito discutível.
Ocupar o tempo a pensar no positivo para o presente e futuro pode ser uma forma de aprendizagem da felicidade e criar energias para enfrentar as dificuldades.
Selecionei de “Depressão: Pílulas da felicidade ou aprendizagens úteis?” em Saúde e Bem-Estar, por Miguel Lucas:
Sou apologista que a grande maioria das queixas de mal-estar psicológico, especialmente as que provocam disfuncionalidade no local de trabalho e nas relações intimas e sociais, necessitassem de uma abordagem conjunta entre a prescrição de medicamentos e o acompanhamento com terapia psicológica... para a maioria dos pacientes, muitas das drogas ISRS parecem servir como pouco mais do que placebos caros... essas drogas às vezes têm efeitos secundários significativos. Enquanto muitos efeitos secundários são apenas irritantes, tais como perda de libido ou distúrbios digestivos, para alguns pacientes, os efeitos secundários são muito piores do que aquilo que é suposto os comprimidos melhorarem. Esses efeitos secundários incluem agitação grave, comportamento agressivo e até mesmo comportamentos violentos associados à Síndrome de Serotonina, podendo levar mesmo ao suicídio... Muitas terapias ensinam as pessoas deprimidas ou ansiosas novas habilidades, novas estratégias de lidar com as situações indutoras dos problemas, reestruturação de pensamentos e crenças sobre si, sobre o mundo ao seu redor, e sobre o seu futuro, que pode levar a novos padrões de comportamento. Embora não seja uma panaceia, a psicoterapia pode fornecer estratégias e métodos para mudar o pensamento das pessoas, estratégias de lidar com as situações do dia-a-dia e técnicas de redução dos sintomas físicos desagradáveis, produzindo benefícios duradouros... Se for ensinado às pessoas deprimidas técnicas de relaxamento e competências de assertividade apropriadas, se melhorarem a sua capacidade de comunicação, e mostrar-lhes como evitar distorções negativas da realidade, certamente o seu mal-estar irá melhorar, assim como o abatimento e a desesperança... Mudanças de estilo de vida relativamente simples também podem fazer uma diferença significativa... um programa de trinta minutos de exercício físico três vezes por semana, que se mostrou “tão eficaz quanto o tratamento medicamentoso no alívio dos sintomas de depressão maior” numa questão de poucos dias... Crenças improdutivas e desadequadas tais como: ” Eu não sou amável” ou ”Eu não sou seguro” ou “Eu sou inútil”, são frequentemente o resultado de conclusões distorcidas retiradas de experiências amargas da vida. Algumas destas crenças inadequadas e irrealistas constroem-se quando somos crianças ou adolescentes, antes que tivéssemos desenvolvido a capacidade para compreender e interpretar melhor alguns acontecimentos... Se você se encontra num desses períodos de aflição na sua vida, podendo daí emergir mal-estar, tristeza, angústia, problemas de ansiedade, autoestima diminuída, humor diminuído, desmotivação e sobretudo uma enorme paralisia da vontade, certamente beneficiará da aplicação de algum tipo de terapia psicológica. Na Terapia Cognitivo-comportamental a pessoa é encorajada à reestruturação das suas crenças limitadoras e disfuncionais, assim como aprende a conseguir identificar as formas de pensamento destrutivo e incapacitante que a mantêm presa num ciclo de desesperança... A constante combatividade na tentativa da superação do problema aliado ao insucesso dos tratamentos, remete a pessoa para um estado que piora ainda mais o estado em que se encontra. Martin Seligman, apelidou este processo de Desesperança Aprendida... a depressão é um transtorno de humor que tem as suas causas na relação que a pessoa estabelece consigo mesmo, como os outros e com o mundo e não necessariamente devido a um desequilíbrio químico no cérebro.”