2013-07-02

Berlusconi, Ruby, Cesare Battisti, a lei igual para todos e a justiça desigual para sexo, ladrões, terroristas, assassinos e mafiosos



Por ilegalidades que me parecem banalidades muito comuns em Itália Berlusconi foi condenado a 7 anos. Segundo a TV de estado Rai3 os mafiosos passavam pela prisão uma média de 2 a 6 anos para continuarem na mesmo. Um juiz lamentou-se de condenar 4 vezes perigosos mafiosos. Mesmo os condenados à prisão perpétua no primeiro julgamento eram depois absolvidos ou postos em liberdade por qualquer "legalidade", outros fugiam das prisões, outros andavam a curar-se em clínicas de luxo donde desapareciam. Um mafioso considerado dos maiores 3 a nível mundial fugiu das prisões com o mesmo método do atestado médico para se curar em clínicas especializadas donde donde desaparecia.
Cesare Battisti, ex-ladrão, ex-terrorista, “escritor… (Wikipédia, a enciclopédia livre)… Foi preso pela primeira vez em 1972, por furto, … Em 1974 foi novamente preso e condenado a seis anos de prisão, por assalto a mão armada. Libertado… em 1977 foi preso novamente. Na prisão de Udine, conheceu Arrigo Cavallina, ideólogo dos Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), que o introduz na organização… começou a militar nos PAC …”
O mesmo que se passou na Alemanha com a maior organização terrorista daqueles tempos: a prisão serve de estágio para a criação de grupos terroristas.
Não acredito na “inocência” de Silvio Berlusconi ou Cesar Battisti. Mas parece-me que a banalidade de um foi mais punida de piores crimes de outro. Os ladrões, terroristas, assassinos e abusos de crianças não deveriam ser mais punidos do divertimento de um idoso com uma "minorene" quase "maiorene" que declarava ter 24 anos anos e tinha mais experiência sexual de muitas mulheres com 30 anos de idade?
Se o tempo da justiça e da política com Battisti quando já não era terrorista fosse para os verdadeiros criminosos, mafiosos e terroristas inconvertidos não seria maior a utilidade social?
“PAC era mais um dos cerca de 600 grupos que, entre 1969 e 1989, reivindicaram ações subversivas na Itália. Só em 1979, quando os PAC fizeram três vítimas fatais, …Quatro assassinatos foram perpetrados pelo seu grupo: o de Antonio Santoro, um agente penitenciário, … o de Andrea Campagna, agente policial que havia participado das primeiras prisões no caso Torregiani, morto em Milão (19 de abril de 1979). Torregiani e Sabbadin foram mortos quando reagiram a assaltos de que foram vítimas.20 O filho de Torregiani, à época com treze anos, também foi ferido no episódio e ficou paraplégico. O filho de Torregiani considera que Battisti é o principal responsável pelo incidente e que deve cumprir a pena a que foi sentenciado… Cesare Battisti declarou que abandonou os meios violentos de luta política desde o sequestro e posterior assassinato do ex-primeiro-ministro Aldo Moro, ocorrido em maio de 1978, pelas Brigadas Vermelhas. Relata que, desde então, as organizações de esquerda se apavoraram diante da violenta repressão que se seguiu à morte do expoente da democrata-cristão, e mergulharam na discussão sobre a continuidade da luta armada. Também os PAC refluíram, mas, sendo uma organização excessivamente descentralizada, um dos núcleos do grupo reivindicou o assassinato do comandante da prisão, no verão de 1978. Foi quando Battisti rompeu com a organização. "Juntamente com parte dos militantes de primeira hora, naquele momento decidi virar a página e renunciar definitivamente à luta armada", … Cesare Battisti acabou sendo preso na Itália, em junho de 1979… Foi sentenciado a doze anos de prisão, sob acusação de participação em grupo armado, assalto e receptação de armas… Battisti conseguiu fugir da prisão de Frosinone, em 4 de outubro de 1981, com a ajuda de Pietro Mutti, o futuro "arrependido", que lhe imputaria participação central nos crimes e delitos atribuídos aos PAC… No México … escreveu o seu primeiro livro, atuou na área cultural, fundando a revista ViaLibre, que ainda existe em versão eletrônica, e dedicou-se a atividades literárias… O presidente francês François Mitterrand indicou, em 21 de abril de 1985, no 65º Congresso da Ligue des Droits de l'Homme, que "pessoas envolvidas em atividades terroristas na Itália até 1981 e que tivessem abandonado a violência" poderiam optar pela não extradição para a Itália, caso não praticassem mais crimes… Battisti retornou para a França em 1990, … Em 18 de março de 2007, foi detido no Rio de Janeiro… Em dezembro de 2008, a defesa de Cesare Battisti recorreu ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, … ocupou os meios de comunicação internacionais, particularmente dos três países diretamente envolvidos no caso - Brasil, França e Itália… O ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Franco Frattini, disse que a decisão Genro foi emitida "por um ministro da Justiça que tem uma visão ideológica e política muito evidente, de aberto apoio às ideias de guerrilha"… A Itália pediu explicações ao embaixador brasileiro, Adhemar Bahadian, e chamou seu embaixador em Brasília, Michele Valensise, para consultas, fatos que ilustram uma possível tensão diplomática gerada pelo episódio… A Câmara dos Deputados da Itália aprovou em 26 de fevereiro, por unanimidade dos 413 votos, uma moção que cobra a intervenção do governo italiano para obter do Brasil a revogação do refúgio.51 O Partido Democrático, principal partido de centro-esquerda italiano, favorável à extradição, condenou o refúgio… O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, informou que se encerra no dia 15 de setembro de 2011 o prazo para a formação da Comissão de Conciliação sobre o caso do italiano Cesare Battisti. Frattini explicou que se o Brasil não indicar o seu representante a Itália levará o caso à Corte de HaiaLe Journal du Dimanche, em matéria denominada "Brasil, terra de asilo", comenta que "Tarso Genro aparentemente foi sensível aos argumentos do ex-ativista italiano", que havia declarado, durante entrevista a um semanário brasileiro, que temia por sua vida, caso voltasse à Itália… O Le Monde, por sua vez, deu espaço aos diferentes pontos de vista sobre o caso. Logo após o governo brasileiro ter negado a extradição, o jornal publicou as manifestações de desagrado, em seus vários tons, registradas na Italia - desde o bombástico L'Italia non si arrende, de Silvio Berlusconi, em seguida de declarações do seu ministro da Defesa, que ameaçou boicotar o Brasil, até as críticas de parlamentares italianos de todas as tendências, incluindo alguns desaforos dirigidos a Lula, pessoalmente, e os protestos das famílias das vítimas e da Associação Nacional dos Funcionários da Polícia…Nicolas Sarkozy tenha solicitado ao presidente Lula a concessão de refúgio a Battisti, … com base na conduta de Battisti nos países onde viveu desde que deixou a Itália, que o escritor não é um perigo para a sociedade… O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) enviou documento ao Supremo Tribunal Federal, alertando que caso Battisti pode incentivar reabertura de antigos processos de extradição em outros países, caso o Brasil descumpra a regra prevista na Convenção da ONU de 1951, que impede a extradição de refugiados…” (http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cesare_Battisti_(escritor)&oldid=36243480 ).