2011-09-29

Diário de luta por justiça e fantasias revolucionárias


Ontem falei com o advogado do apoio judiciário e um advogado amigo que há mais de 20 anos escuta pacientemente a minha revolta contra a justiça, as minhas fantasias de revolucionar a estupidez, imoralidade e injustiças da velha justiça tradicional para me fazer descer à realidade e tentar recomeçar. Tem sido um apoio legal e psicológico importante. Perdeu o seu tempo só por amizade. Estava disposto a assistir-me gratuitamente só por amizade. Mas só as despesas para tornar efectiva uma sentença de Itália custariam €2.000 que eu não tenho. Avisou-me que corria o risco de perder tempo, energias e deitar dinheiro para o lixo porque mesmo que fosse condenado a pagar, se é um grande advogado não pagará nada. Por isso eu escrevi e continuarei a escrever para mudar esta justiça. Se uma grande advogado-ladrão-mafioso é condenado em qualquer parte do mundo deve existir uma justiça que ganhe em fazer-lhe pagar os danos onde for encontrado. Não é a vítima e contribuintes que devem pagar para fantochadas inúteis de um sistema que penaliza as vítimas e lhe chamam justiça. A palavra de uma vítima pode substituir burocracias contra um grande ladrão-mafioso que é importante punir. Se a vítima mentir deve pagar as consequências. Mas se diz a verdade deve ser premiado por lutar por justiça e não punido como me aconteceu até agora sempre que recorri à justiça contra ladrões. Dos 8 ladrões que me roubaram o que economizei em muitos anos nenhum pagou nada. Mas o pior de todos os outros 7, o que alterou mais a minha vida foi um grande advogado-ladrão-mafioso que em minha opinião actual nem com 10 milhões de euros pagava os danos que causou, a mi e à sociedade. Imagino uma justiça em 3 minutos que podia fazer melhor.  Imagino um sistema inteligente de justiça em que um juiz lia, escutava uma gravação, via um vídeo ou pessoalmente escutava as minhas razões de querer 10 milhões de euros pelos danos psicológicos, económicos e morais que me causou. Escutava a defesa e decidia. Se essa decisão não fosse contestada de uma das partes teria valor em qualquer parte do mundo. Se fosse contestada sem razão pagava os custos dos tribunais e transtornos à vítima. Se um comprovado “grande” advogado-ladrão-vigarista fugisse à justiça e não pagasse devia ser um mínimo de orgulho da justiça internacional de colaborar para a sua captura e fazer-lhe pagar. Se tivesse cúmplices, (como acontece quase sempre e no caso do grande advogado não tenho dúvidas embora seja difícil de provar nos tribunais tradicionais), ou colaboravam ou pagavam. Imagino que com a justiça tradicional nunca conseguirei que pague 10 milhões de euros. Mas uma justiça que o condenasse a pagar esta soma e limitasse a sua liberdade, pagasse parte do ordenado ou trabalhasse no voluntariado e acção social  enquanto não pagasse fazia a melhor revolução da história da justiça.
São 4.46. Das 3.38 estou a escrever. Das 3 a pensar. Nos últimos dias passei do psiquiatra, falei com 2 advogados, perdi, (ou ocupei?), grande parte do meu tempo em luta por justiça. De facto penso que perdi mais de 20 anos da minha vida por causa de não obter justiça contra o grande advogado-ladrão-mafioso. Mas essa perda do tempo e energias da minha vida pode servir para uma revolução da velha justiça tradicional e economizar o tempo de milhões de vítimas dos criminosos e injustiças.
Se só eu ficar punido por lutar por justiça e o grande advogado-ladrão-mafioso ficar premiado ficará para a história como exemplo de vergonha de um sistema imoral, injusto, estúpido e fantoche a que chamam justiça.
O psiquiatra disse-me que fazia bem escrever mas que devia ter cuidado em colocar na Internet o que não podia provar para não sofrer algum processo por difamação. O psiquiatra é uma pessoa inteligente e cheia de bom senso. Eu sou um revolucionário à beira da loucura por não obter justiça. Segundo o psiquiatra ainda não sou um doente mental. Tenho só um momento passageiro de crise e tristeza. Creio que tem razão e já passei pelo pior. A partir de agora tentarei converter ódio e raiva contra ladrões e justiça que não faz justiça em fantasias para uma nova justiça futura. Passarei a escrever mais fantasias e argumento para um filme à espera de realizador:
Um ETM=extraterrestre-turista-do-mundo, chega ao país mais mafioso do planeta e quer converter o mundo a começar pelos profissionais da justiça da região mais mafiosa.
No país mais mafioso existiam mais de 250.000 advogados e menos de 9.000 magistrados. A maioria dos advogados eram dos mais inteligentes, eficientes, pragmáticos e criativos. A maioria dos magistrados eram menos inteligentes dos melhores advogados, menos eficientes, menos pragmáticos e menos criativos. Se eram honestos ganhavam muito menos dos melhores advogados. Se eram menos honestos e espertalhões podiam ganhar muito mais, passar férias nos barcos de luxo dos mafiosos, receber benefícios e protecção dos piores mafiosos. No pior dos casos podiam ser condenados a 18 meses com pena suspensa. O nível de vida mudava mas os amigos mafiosos eram mais generosos de muitas instituições de beneficência.
Com o aparecimento de Internet os magistrados mais espertalhões descobriram uma fonte de receita para compensar os magros salários: processos por difamação. Piores eram as suas sentenças, piores eram as críticas online e mais exaltados exageravam apanhando processos. O juiz do pior caso de justiça recebeu €280.000 só de dois jornalistas. Os mais espertalhões magistrados da anti-mafia não se preocupavam tanto com os piores mafiosos mas andavam com uma lupa na Internet à procura de quem os difamasse para fazer-lhes pagar indemnizações astronómicas.
Foi neste clima que o ETM=extraterrestre-turista-do-mundo elaborou as suas teorias mais revolucionárias da J3M=justiça-em-3-minutos e NAF=Neo-anarquia-futura para a RNM=revolução-neo-marxista.  
P.S.  O psiquiatra só me receitou medicamentos para dormir mas ainda não os encontrei. São 6.24 e passei parte da noite a escrever.  Seria melhor se estivesse a dormir? Ou nestas noites de insónia e revolta estou a contribuir para uma revolução desta justiça e contribuir para um futuro melhor para outros?